Um pequeno barco chamado Eu

domingo, 15 de março de 2009

Permaneço Eu

Permaneço Eu, assim indiferente.
Sou eu apenas que não mudo.
Imagem crua de mim,desenho esboçado.
Não mudo porque mudar implica apagar aquilo que sou.
Tudo muda e no entanto nada mudou.
Saber o porquê do sonho e do sentimento é apenas querer compreender o que eu poderia ser.
Ficou assim, escolho-me a mim.
Não é fácil o fazer.É talvez mais difícil compreender.
Sou apenas eu, rosto desfigurado, corpo mutilado, mensagem sem sentido.
Sinal assinalando Perigo.
Olhos vendados, cegos para o verdadeiro ser, espelhos guardados para não querer ver.
Os outros não entendem e quem poderia então,
Sou eu que me escolho a mim, os outros não o farão.

sábado, 14 de março de 2009

Semi-fechados

Espera porque espero não sei esperar porquê.
Magia sem sentido do sentimento perdido.
Vazio imenso sem sentimento pairando sobre mim
Verdades esquecidas de mentiras mentidas e sonhos perdidos de vidas sem fim.
Palavras estranhas sem sentido para vós,
São sentimentos escondidos gritando sem voz.
Gestos brutais de lutas invisíveis, revoltas fatais de brigas perdidas.
Chorar sem lágrima, tristeza sem razão, imagens brancas de confusão,
Sonolência preenchida por desalentos sem visão
Palavras perdidas no profundo sem fundo do coração.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ultimo suspiro

Quero respirar!
Quero expirar e inspirar o ar que não é só meu.
Estou a sufocar!
Estou a perder a essência que ninguém me deu.
Serei eu a única?
Morro aos poucos e sem que ninguém dê por tal.
Estou mal!
Desfaleço aos momentos vivos da alma minha.
Estou sozinha?
Quero respirar!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Nada

Vazio dentro de mim de inútil sentido.
Faz-te querer ser como era.
Eu fui aquela que tudo tinha.
Tu sempre foste a minha espera.
Nada mudou no meu caminho.
Nada mais quis mudar.
O meu destino era teu, vazio meu
e foi por ti que prometi não mais chorar.
És forte, mais forte que eu.
Mas a tua força desaparece dentro de mim por momentos que não fazem sentido.
Eu venço batalhas pensadas perdidas, mágoas esquecidas e dores inacabadas.
Vazio dentro de mim de inútil sentimento,
tu és nada, és como o vento que sopra só para se fazer sentir.
Mas tudo passa, e tu, vazio, sentimento louco que treme,
irás um dia morrer e desaparecer.
Dentro de mim, Venço-te inútil, amargo e sem sabor

terça-feira, 3 de março de 2009

Espaço em Branco

O tremer de saudade por momentos passados.
O sonhar acordada por magias perdidas.
O querer ser mais que nada e ser nada mais,
O desesperar pelo esperado normal,
O concordar, o desaparecer, o não conseguir,
O querer morrer...

Nadas são momentos,
desesperos são ansiedades,
Tremores de vazio
Choros de maldades,
São vozes perdidas,
São rios secos de mar
São Verdades perdidas na maré do acabar.

O que quero não sei explicar,
Por o que desespero não sei gesticular.
dentro de mim sinto-me afundar.
Três são três apenas, e nada mais.
São contas pequenas de poucos sinais.
Às margens apenas me sinto entender,
enquanto escrevinho poemas,
espelhos do meu ser.
desenhos pequenos, rascunhos de mim,
caras estranhas de estranhezas sem fim,
são símbolos apenas do vazio inexplicável em mim.