Um pequeno barco chamado Eu

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Confusão, Sem Sentido, Sem Direcção




Vida de confusão. Sem sentido ou direcção.
Caminho perdido sem pegadas para me guiar
Sonho perdido sem palavras para o compreender.
Já não procuro a razão. Já não me interessa saber o porquê.
Apenas vivo com a emoção do dia que irá amanhecer.
As palavras não têm sentido e no momento tudo parece cair!
Ficar perdida no meio da vida, sem guia para me ajudar a sair.
Vida de Confusão, Sem Sentido, Sem Direcção, apenas o Amanhecer.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dúvidas interiores


Ás vezes parece que não me conheço.
Sou uma estranha dentro de mim mesma.
Não consigo acreditar que sou eu
e não consigo crer que o sou.
viajante numa terra distante,
perdida em terra conhecida.
Duvidas da alma, questões sem sentido com respostas respondidas.
Já perdi muito, e muitos menos ganhei, contudo sempre lutei.
sou eu sem o ser,
nasci sem saber,
vivi como alguém quis
e morrerei, talvez, quem sabe,um dia,feliz.

sábado, 30 de maio de 2009

????

Hoje pela primeira vez tive medo.
Algo se apoderou de mim, um tremor, uma angustia, algo que não consigo explicar.
Será normal?
Penso que sim. Mas não é comum eu me sentir assim.
Temi pelo meu corpo, pela sua possível transformação, não em algo esperado mas em algo sem conclusão.
Receio mudar, receio a próxima imagem no espelho, tremo por mudanças sem sentido. Não quero mais nada, só quero permanecer assim estagnada.
Apetece-me chorar, gritar para parar, parar para chorar e chorar para esquecer.
Mas não esqueço, não apago.
Temo por um futuro que ainda não conheço, por uma vida ainda não conseguida, por um amor ainda não amado.
Poderei amar? Ser amada?
Deixar de lado as marcas que me tornam tão eu e que no entanto que me fazem uma desconhecida aos meus próprios olhos?
Receio pelo amanhã, pelo depois, receio por mim.
Porque tem de ser assim?
Perguntas sem resposta ainda.
Viverei para as conhecer?

domingo, 12 de abril de 2009

...........

solidão de inevitável desejo, anseio por ti como se de tudo se tratasse.
Sinto-me completa e invisível, inatingível
Apago das saudades as lembranças perdidas,
desenterro as verdades escondidas.
não sei quem sou, não sei quem serei
espero ser alguém melhor do que aquela que sonhei.
Sinto-me incompleta fechada na mentira de mim
não tenho mais forças para lutar.
Quero chorar mas não consigo, não me deixam.
As lágrimas secaram de vez. Saiu para a chuva para fingir que choro,
mas a mentira não engana e a verdade flutua à minha volta.
Entro num mundo só meu. tudo se mexe devagar. o vento sopra por entre as folhas perdidas e sinto-me falhar.Tremo, suspiro, grito, ninguém olha, ninguem vê, ninguem la esta.
Sou eu apenas que existo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

..........

Não tenho as respostas feitas, nem as sei de cor.
Não me perguntem o que fazer e como resolver pois eu não sei o que dizer.
Só vivi a minha vida, só sei de mim.
As respostas que guardo foram momentos com que aprendi.
Não me venham com teorias nem com pedidos de resolução,
o máximo que posso fazer é ouvir com o coração.

domingo, 15 de março de 2009

Permaneço Eu

Permaneço Eu, assim indiferente.
Sou eu apenas que não mudo.
Imagem crua de mim,desenho esboçado.
Não mudo porque mudar implica apagar aquilo que sou.
Tudo muda e no entanto nada mudou.
Saber o porquê do sonho e do sentimento é apenas querer compreender o que eu poderia ser.
Ficou assim, escolho-me a mim.
Não é fácil o fazer.É talvez mais difícil compreender.
Sou apenas eu, rosto desfigurado, corpo mutilado, mensagem sem sentido.
Sinal assinalando Perigo.
Olhos vendados, cegos para o verdadeiro ser, espelhos guardados para não querer ver.
Os outros não entendem e quem poderia então,
Sou eu que me escolho a mim, os outros não o farão.

sábado, 14 de março de 2009

Semi-fechados

Espera porque espero não sei esperar porquê.
Magia sem sentido do sentimento perdido.
Vazio imenso sem sentimento pairando sobre mim
Verdades esquecidas de mentiras mentidas e sonhos perdidos de vidas sem fim.
Palavras estranhas sem sentido para vós,
São sentimentos escondidos gritando sem voz.
Gestos brutais de lutas invisíveis, revoltas fatais de brigas perdidas.
Chorar sem lágrima, tristeza sem razão, imagens brancas de confusão,
Sonolência preenchida por desalentos sem visão
Palavras perdidas no profundo sem fundo do coração.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ultimo suspiro

Quero respirar!
Quero expirar e inspirar o ar que não é só meu.
Estou a sufocar!
Estou a perder a essência que ninguém me deu.
Serei eu a única?
Morro aos poucos e sem que ninguém dê por tal.
Estou mal!
Desfaleço aos momentos vivos da alma minha.
Estou sozinha?
Quero respirar!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Nada

Vazio dentro de mim de inútil sentido.
Faz-te querer ser como era.
Eu fui aquela que tudo tinha.
Tu sempre foste a minha espera.
Nada mudou no meu caminho.
Nada mais quis mudar.
O meu destino era teu, vazio meu
e foi por ti que prometi não mais chorar.
És forte, mais forte que eu.
Mas a tua força desaparece dentro de mim por momentos que não fazem sentido.
Eu venço batalhas pensadas perdidas, mágoas esquecidas e dores inacabadas.
Vazio dentro de mim de inútil sentimento,
tu és nada, és como o vento que sopra só para se fazer sentir.
Mas tudo passa, e tu, vazio, sentimento louco que treme,
irás um dia morrer e desaparecer.
Dentro de mim, Venço-te inútil, amargo e sem sabor

terça-feira, 3 de março de 2009

Espaço em Branco

O tremer de saudade por momentos passados.
O sonhar acordada por magias perdidas.
O querer ser mais que nada e ser nada mais,
O desesperar pelo esperado normal,
O concordar, o desaparecer, o não conseguir,
O querer morrer...

Nadas são momentos,
desesperos são ansiedades,
Tremores de vazio
Choros de maldades,
São vozes perdidas,
São rios secos de mar
São Verdades perdidas na maré do acabar.

O que quero não sei explicar,
Por o que desespero não sei gesticular.
dentro de mim sinto-me afundar.
Três são três apenas, e nada mais.
São contas pequenas de poucos sinais.
Às margens apenas me sinto entender,
enquanto escrevinho poemas,
espelhos do meu ser.
desenhos pequenos, rascunhos de mim,
caras estranhas de estranhezas sem fim,
são símbolos apenas do vazio inexplicável em mim.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quando a Primavera morreu

Quando a Primavera morreu eu era só.
Os meus momentos livres eram passados comigo.
Quando a Primavera morreu, eu fiquei vazia e sem alegria.
Era cedo na tardia noite que desaparecia, a gota de lágrima chuvosa de uma maré baixa ao longe, desceu solitariamente, pela primavera passando pelo verão e caindo no inverno, deixando para trás o Outono.
Quando a Primavera morreu, eu também morri. Cai também solitariamente pelo desalento do meu ser, desapareci no vazio de mim mesma e deixei de lado a vontade de viver.
Fechei os olhos e desvaneci para dentro de algo que não sabia em mim.
No dia em que a Primavera morreu eu também morri.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Angel's arms

I live life from second to second,
I wait for that moment in time were I can bee free.
Is you that I wait for
And with you I want to be.
A bee fly’s from flour to flour
As you fly in to my heart.
I pray to the all mighty sky
To give me strange, so I can cry.

The turf is that I don’t need you,
The turf I that I don’t care
You’re just a bug in my windshield
A fly in my bed.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Caminho de volta

Caminhos abertos guiem-me até casa.
Até aquele canto a que chamo meu.
Caminhos desertos de sons e nada,
levem-me de volta para o lugar onde tudo aconteceu.
Ai tenho uma história, uma memória, um achado, uma pintura, uma escultura, um mosaico
um esboço, um desenho por mim desenhado,
arte por mim criada, arte desconhecida
memórias de uma vida estremecida.
Caminhos vãos, tragam-me a saudade.
Eu choro com lágrimas presentes
as memórias do passado.
Caminhos de pedra tragam a mim as brincadeiras da minha infância
os baloiços onde me sentia a voar para sempre,
as corridas que fazia para o meu futuro, ignorando a beleza desse presente.
Quero voltar para trás, mas isso é impossível, a verdade é apenas uma,
A infância já se foi, o presente passará, o futuro lá me espera
Mas eu quero, na verdade, quero saber já...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Como desejo...

Como anseio por voar, desaparecer,
afundar no mar dos meus mais profundos desejos.
Quero desaparecer, morrer, renascer, quero ser eu sem o ser,
quero ser apenas o meu anseio.
A dor de não de o conseguir é profunda,
o peso sem categoria, a aflição sem controlo.
Tudo parece ruir à minha volta.
Como quero ser aquele desejo, como quero ter aquele medo
e desaparecer naquele sossego.
Quero ser eu sem o ser.
Quero morrer e não morrer, viver e não viver
Mudar tudo a meu desejo.
Vidas infinitas, amores por cumprir, histórias por contar
sou eu quem as segura,
sou eu quem as diz,
Sou eu que as quero sonhar.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

....

Se eu pudesse voar seria livre por fim.
Nada mais neste mundo poderia ter poder sobre mim.
Ser eu, comigo apenas
nasceria de novo
morreria poema.
A vida mais simples não poderia ser,
mais simples desejo não poderia haver.

Ser livre de mim, de corpo apenas.
Ser alma, espírito, fantasma.
Vaguear, voar, desaparecer
Ser eu sem o ser.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

For the Light

I saw you in the shining light,
Looking, smiling, waiting for the darkest night,
Trapped behind your mind’s prison.
I saw you crawling in to my sight.
Wait, envious night, don’t still my love away.
I give you my soul, I give you my hart and beg of you
Or powerful night, don’t keep my love away.

But the night didn’t hear me.
She didn’t care
And I lost you for the moon light
And I lost you for the raising day

Pertence mutúa

A verdade é que não sei. Nunca me preocupei em saber.
Nunca procurei outro caminho, o meu desejo era morrer.
Morrer nesta vida apenas, e partir para outra melhor,
uma escolhida por mim, à mesma com sofrimento e dor.
Coisas impossíveis diz-me o destino,
coisas sem sentido.
A verdade é que tentei fugir, a serio que sim.
A verdade é que tentei mudar o verdadeiro núcleo de mim.
Mas não consegui. é mais forte que eu, Tentei mata-lo, mas não morreu.
Pertenço-lhe e ele a mim e vai acabar assim. Ficou, permaneceu, tornou-se no meu
Verdadeiro Eu.
Sozinha debruçada no Mundo acabei.
Não demorou muito a acabar nem demorou a recomeçar.
Por um segundo apenas estive sozinha e livre, respirei a verdade e
a pureza. Escutei o amor e senti o desprezo. Por um segundo o mundo foi meu.
Na verdade eu queria estar sozinha. Na verdade queria o mundo para mim. Mas não
é possível, não pode ser. Estou destinada a partilhar este mundo com o resto.
Mas tenho o meu mundo, posso escapar para dentro de mim. Mas não posso ficar
para sempre, não me deixam. Eu quero ficar.

sábado, 17 de janeiro de 2009

...

Que a névoa nos teus olhos não apague a emoção do sentimento.
Que a verdade da paixão não acabe desesperada, perdida no momento.
Vem caminhando suavemente na escuridão e vem até a mim,
o meu coração, gelado por um sofrimento meloso, acabou de me inundar de
medo e aflição.
Não digas que não, não te vás, a solidão é para mim um precipício sem fim
uma fogueira sem calor, apagada, esquecida...
Mas não fiques, se é por piedade parte e vai
que eu continuo a Vida.