Um pequeno barco chamado Eu

domingo, 5 de outubro de 2008

Passado para esquecer

Não o faria por ninguém, a não ser por ti.
Não mostraria a ninguém a não ser a ti.
Não o sentiria por ninguém a não ser assim
Nunca amei ninguém com te amei a ti.

Uma historia que começou com um
Era uma vez...acabou por tua estupidez.
Não me conhecias como devias e pensavas saber mais do que eu sabia.
Morres-te e foi de vez. Nem a amizade conseguiste manter.
Passei-te á frente, tas no passado,
foste mais que um erro,
nasceste errado.

Alguma da culpa foi minha, e isso consigo ver,
mas a grande estupidez foi tua, nem sabias como o fazer...
Acabou e agora posso dizer

Amei-te muito, gostei de ti mas agora...
nem desprezo mostraria por ti,
nem por favor falaria de ti,
e nem pena sentirei por ti,
e acabo a dizer, encontrarei alguém que amarei mais que te amei.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ninguém...

sinto-me inútil perante o mundo. Burra, estúpida, insuficiente.
sinto-me vazia por dentro mostrando alegria por fora.
a verdade é que me incomoda, a verdade é que a odeio.
Secretamente desejo não ser assim. Luto mais que ninguém para provar aquilo que deveria saber fazer sem olhar. esforço-me mais que tudo para apenas no fim falhar. Ninguém me consegue ver como sou, ninguém olha para mim com respeito, e ninguém tem orgulho daquilo que sou.
Luto sozinha contra ventos e tempestades, cavo buracos em areias movediças e empurro pedras por uma colina acima. O esforço ninguém o vê, na verdade ninguém o quer ver, é mais fácil criticar, deitar abaixo e esquecer que neste mundo nem todos nascemos iguais, que nem todos nos damos por vencidos e nem todos queremos ser mais que os outros.
Esgotada ao fim do dia, por um esforço mais mental que físico, tento encontrar o meu lugar no meu mundo. Refugio-me o mesmo lugar anos, no meu cantinho que ninguém vê, ou sabe ou imagina.
Luto para que não me olhem com pena ou criticismo, luto para provar que um ser humano vale sempre a pena amar.