Um pequeno barco chamado Eu

sábado, 30 de maio de 2009

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Hoje pela primeira vez tive medo.
Algo se apoderou de mim, um tremor, uma angustia, algo que não consigo explicar.
Será normal?
Penso que sim. Mas não é comum eu me sentir assim.
Temi pelo meu corpo, pela sua possível transformação, não em algo esperado mas em algo sem conclusão.
Receio mudar, receio a próxima imagem no espelho, tremo por mudanças sem sentido. Não quero mais nada, só quero permanecer assim estagnada.
Apetece-me chorar, gritar para parar, parar para chorar e chorar para esquecer.
Mas não esqueço, não apago.
Temo por um futuro que ainda não conheço, por uma vida ainda não conseguida, por um amor ainda não amado.
Poderei amar? Ser amada?
Deixar de lado as marcas que me tornam tão eu e que no entanto que me fazem uma desconhecida aos meus próprios olhos?
Receio pelo amanhã, pelo depois, receio por mim.
Porque tem de ser assim?
Perguntas sem resposta ainda.
Viverei para as conhecer?