Um pequeno barco chamado Eu

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Caminho de volta

Caminhos abertos guiem-me até casa.
Até aquele canto a que chamo meu.
Caminhos desertos de sons e nada,
levem-me de volta para o lugar onde tudo aconteceu.
Ai tenho uma história, uma memória, um achado, uma pintura, uma escultura, um mosaico
um esboço, um desenho por mim desenhado,
arte por mim criada, arte desconhecida
memórias de uma vida estremecida.
Caminhos vãos, tragam-me a saudade.
Eu choro com lágrimas presentes
as memórias do passado.
Caminhos de pedra tragam a mim as brincadeiras da minha infância
os baloiços onde me sentia a voar para sempre,
as corridas que fazia para o meu futuro, ignorando a beleza desse presente.
Quero voltar para trás, mas isso é impossível, a verdade é apenas uma,
A infância já se foi, o presente passará, o futuro lá me espera
Mas eu quero, na verdade, quero saber já...

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